por: Alisson Almeida
Após um rápido intervalo, o evento seguiu com as intervenções do público sobre as apresentações realizadas pelos sete Estados no início da manhã. Foi o momento da troca de experiências, de tirar dúvidas e de inspiração para novas realizações.
Celso Athayde ressaltou que os trabalhos realizados pelas bases da CUFA em todo o país demonstravam “a essência do Hip Hop”, que nada mais é que a capacidade de transformar a vida das pessoas. “Hip Hop que não transforma a vida das pessoas não é Hip Hop”, declarou.
Em outro instante, abriu-se o debate sobre a eleição da nova presidência da CUFA. Celso esclareceu que a função da presidência não é “comandar burocraticamente” a instituição, porque a CUFA é uma construção coletiva. O objetivo é ter um porta-voz que represente e estimule a participação de todos no debate sobre o crescimento da CUFA.
Realizada a eleição, o nome do Danilo Bitencourt da CUFA Bahia foi escolhido como novo presidente da CUFA. Para a vice-presidência, o nome escolhido foi da Kalyne Lima da CUFA Piauí. Muitos discursos destacaram a importância da eleição do Danilo, assumidamente homossexual, como símbolo da quebra de um paradigma que associa o Hip Hop, base da CUFA, ao homofobismo e ao sexismo. “É uma sinalização política que estamos dando à sociedade, mostrando que estamos vivendo um novo momento dos movimentos sociais e, no caso específico, da CUFA”, frisou Alzira Silva da CUFA Amapá.
O presidente eleito disse que assumir a presidência da CUFA “é um desafio”, mas emendou destacando que os votos em seu nome não deveriam ser motivados pelo fato de ser gay ou branco, mas que, em primeiro lugar, “por ser um cidadão brasileiro, que acredita na causa da CUFA”.
Imediatamente, Danilo passou a integrar a mesa do evento. Para comemorar a eleição, todos os participantes caíram na pista e improvisaram uns passos de rap com Kalyne mandando ver no vocal.
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