quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ministro da Igualdade Racial prestigia o Encontro da CUFA

[Reinaldo Gomes (Coordenador de Políticas de Juventude), ministro Edson Santos, MV Bill, Celso Athayde e Danillo Bitencourt (presidente nacional da CUFA)]

Por Alisson Almeida – CUFA RN

O terceiro dia do Encontro CUFA / PRONASCI foi marcado por uma programação extensa, com diversas palestras, debates e trocas de experiências. Apesar do cansaço físico, os cufianos de todo o país participaram ativamente do evento, interagindo com os convidados para tirar deles o máximo de informações, conhecimento e direcionamento possíveis.

As atividades começaram com a palestra do ministro Edson Santos da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). O ministro iniciou sua participação falando sobre o atual momento de protagonismo da juventude e dos movimentos sociais vivido no país. Ele citou a CUFA como exemplo desse fenômeno.

“A juventude da periferia é o grande desafio para o governo e a sociedade civil, no sentido de oferecer perspectivas para esses jovens. Hoje, em nosso país, a CUFA é a instituição de maior legitimidade na interlocução com o jovem da periferia”, declarou o ministro.

Edson Santos disse que, desde a década de 1980, o Estado se distanciou das comunidades periféricas, resultando na ocupação desses espaços, principalmente, pelo narcotráfico, atraindo os jovens para aquilo que classificou de “modo de vida efêmero”.

Aproveitando o tema, o ministro destacou a importância do PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), ressaltando que o programa visa estabelecer um novo modelo de segurança pública e, ainda, atrair a sociedade para o envolvimento nessa causa. “Isso não seria impossível sem uma interlocução com a sociedade e os seus movimentos”.

Ele emendou afirmando que a juventude negra é um importante alvo desse programa de segurança cidadã. Segundo ele, o objetivo é dar um recorte racial às ações do PRONASCI, para que o jovem negro saiba que ele é objeto das ações do Estado brasileiro.

“O Pronasci precisa dar ao jovem negro a percepção de que ele tem uma alternativa de vida, de formação e de trabalho”.

Mais uma vez, o ministro citou a importância da CUFA como ator da interlocução necessária com os jovens da periferia, que formam o público alvo do PRONASCI.

Edson Santos encerrou sua fala chamando atenção para a relevância de se discutir a elevação da auto-imagem do jovem da periferia, principalmente o jovem negro. “É importante que o jovem negro seja visível a partir da sua potencialidade”, finalizou, sendo aplaudido de pé por todos os cufianos.

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